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Daniel Gouveia


Daniel Gouveia

Daniel Alves Gouveia nasceu em Lisboa, em 1943. Estudou até ao 3º ano da Faculdade de Letras de Lisboa, curso de Filologia Românica, que não retomou após o serviço militar. Foi fundador do Grupo de Teatro da Faculdade de Letras de Lisboa, de parceria com Maria do Céu Guerra, Fiama Hasse Pais Brandão, Ivo José de Castro, Luís Lima Barreto e António Machado Guerreiro. Profissionalmente, é consultor de empresas em Gestão Comercial e Comunicação, consultor literário de duas editoras livreiras e formador numa escola de construção de instrumentos musicais.

Publicou artigos sobre História dos Descobrimentos e de opinião, no jornal «Notícias do Mar», entre 1984 e 1996. Em 1994 venceu, em parceria com uma das suas filhas, a 18ª sessão do concurso literário «Quem Conta um Conto», da RTP 2, sendo o júri formado por Rita Ferro, Mário Zambujal e Inês Pedrosa.

Publicou, em Novembro de 1996, na Hugin Editores, o livro Arcanjos e Bons Demónios, relatos verídicos do que presenciou e protagonizou durante o serviço militar em Angola, onde comandou, como Alferes Miliciano, um pelotão de Caçadores de Infantaria e dois destacamentos de tropa africana dos Grupos Especiais (2ª edição em Julho 2002). Em 2001, este livro foi adoptado na cadeira de Cultura Luso-Brasileira, da Universidade de Santiago do Chile, para o estudo da guerra portuguesa em África 1961-74.

Foi colaborador, com uma coluna de conto, no jornal «Elo», órgão da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, durante 1997.

Um texto crítico seu, sobre a peça teatral Uma Questão de Tempo, de Jaime Salazar Sampaio, foi inserido na edição da obra, em 1999.

Publicou, em Dezembro 2000, o conto «A Prenda», na colectânea Contos Eróticos de Natal (Hugin Editores), onde partriciparam também José Jorge Letria, Jorge Guimarães, Mário Máximo, Risoleta Pinto Pedro, Luísa Monteiro, Miguel Roza e Teresa Machado.

Escreveu, por encomenda de um empresário de Arte, as quintilhas populares inscritas em ofertas comemorativas ao Arq.º Álvaro Siza Vieira e ao Pintor Júlio Pomar (2001).

Traduziu as seguintes obras: Para Chaves Ferreira – Publicações, S. A.: O Grande Livro da Vela, de Michel Deshors, de que foi também coordenador e autor do apêndice sobre velejadores portugueses (1998). Para Hugin Editores, Lda.: Os Templários, de Bernard Marillier (1998); O Tarot, de Carole Sédillot (1999); A Numerologia, de Zariell (1999); Hierarquia e Democracia, de Julius Evola e René Guénon (2001); A Cavalaria, de Bernard Marillier (2001); A Sabedoria das Cores, de Frédéric Portal (2001); Encontro Magik, novela policial escrita em inglês por Fernando Pessoa, acompanhada da correspondência deste com Aleister Crowley e outros (2001).

Prefaciou Vertigens de Lua Cheia, poesia, de João Sevivas (2002).

Publicou um estudo linguístico intitulado Alcunhas – Génese e importância da caricatura verbal (Hugin, 2003). O texto de apresentação desta obra diz: «Como nascem e que importância têm as alcunhas, essa máscara que a sociedade coloca aos seus membros para os identificar marginalmente, comicamente. Verdadeiras caricaturas verbais, são uma virtualidade do discurso que paira sobre todos nós, à espera de concretização.»

Como letrista, o seu «Versículo da Mariquinhas» foi publicado na colectânea Um Século de Fado (Ediclube, 1999) e o «Fado da Internet», gravado por Carlos Zel (Com Tradição, Movieplay, 2000), foi inserido como apêndice no Novo Dicionário de Calão, de Afonso Praça (Editorial Notícias, 2001).



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