A Forma de Olhar
de José Leon Machado
Neste livro conta-se a história de um estudante universitário que vai passar um mês a um campo de férias na França com um grupo de jovens de vários países. É um retrato de uma juventude que não sabe bem por que razão há fronteiras políticas, sociais, linguísticas e religiosas, as quais, apesar de tudo, não são impedimento para partilhar a alegria, o amor e a amizade. O autor, ora pela sua própria voz, ora pela voz da personagem principal, aproveita para descrever de um modo divertido o campo de férias e as relações entre as várias personagens.
Título: A Forma de Olhar
Autor: José Leon Machado
Género: romance
2ª edição revista, 2011
Edições Vercial
Nº de páginas: 210
ISBN: 978-989-8392-05-3
Livro em papel: 14,50 euros
Livro electrónico (ebook): 4,10 euros
Formatos disponíveis:
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Recensões críticas e opiniões sobre a obra:
Neste romance A Forma de Olhar, agora em 2.ª edição, José Leon Machado (Braga, 1965) conta-nos a história de uma aventura de férias de um estudante português, jovem universitário que passa um mês de férias em França. Nesse campo de férias, o adolescente português convive com uma dúzia de jovens oriundos de várias nacionalidades.
Estamos assim perante uma viagem de Verão sob a forma de aventura iniciática, à boa maneira do chamado "romance de formação", implicando o conhecimento do mundo e dos outros, numa teia de relações variadas. Ao mesmo tempo, este microcosmo juvenil questiona a Europa contemporânea, na medida em que este convívio permite o constante diálogo de línguas, culturas e valores, mas também de hábitos, costumes e imagens (ou estereótipos), numa constante re-descoberta do outro, isto é, das várias culturas em confronto.
A Forma de Olhar é uma narrativa segura e cativante, de um autor experimentado, com vários títulos publicados anteriormente, da ficção ao diário. Alternando dois pontos de vista ora através de um narrador externo, ora do próprio protagonista (Filipe) , proporciona-nos uma obra dotada de apreciável fluência narrativa, servida pelo humor e pela ironia frequentes, também eles congeniais a uma certa irreverência juvenil.
Cândido Oliveira Martins, Universidade Católica Portuguesa, 17-05-2011
