QUERO CORTEJAR O SOL
de José Leon Machado
Quero Cortejar o Sol é o diário de um jovem que frequentou o Seminário entre 1981 e 1986. Além de ser um testemunho pessoal e íntimo da sua própria vida, é também um retrato da época, do ponto de vista social, cultural, religioso e político. Nele perpassam, além do dia-a-dia do autor como estudante de Teologia, a sociedade portuguesa e muitas das personalidades públicas que a marcaram. O livro apresenta-se como um percurso eclesial, que inicialmente entusiasma o autor, e que paulatinamente vai descambando numa grande desilusão que termina com a sua saída do Seminário. Como ele própio diz na introdução, a determinada altura do percurso o jovem seminarista acordou "para as realidades nem sempre celestiais, nem sempre de amor e caridade que lia e ouvia tantas vezes e via tão pouco na Igreja que se dizia seguidora de Cristo. Atravessou-o um grande pessimismo. O Seminário, a Igreja, não eram bem aquilo em que ele tinha acreditado, um lugar de concórdia, um paraíso de paz e harmonia. As intrigas, as invejas e as brutalidades entre colegas, o mau exemplo dos padres, o egoísmo de cada um decepcionaram-no".
Pré-publicação de Quero Cortejar o Sol.
Título: Quero Cortejar o SolAutor: José Leon Machado
Género: diário
2ª edição revista
Edições Vercial, 2010
Nº de páginas: 244
ISBN: 978-989-8392-11-4
Suporte: livro electrónico (ebook)
Preço actual: 6 euros
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Recensões críticas e opiniões sobre a obra:
Achei o diário de muito valor, quer como texto literário, quer como documento biográfico e histórico. Para além da dimensão catártica que pudesse ter, ficou-me sobretudo o relato clarividente de um tempo e de um ambiente em que talvez tivesse precisado de ouvir melhor essa voz para acordar de tanto mau juízo, preconceito e presunção. Julgo que, como seminarista, passei ao lado de algumas coisas, que todos passámos ao lado de algumas coisas. Nem sequer nos apercebíamos dos dilemas e angústias que os colegas viviam e que um sorriso nosso teria aliviado. Cada um debatia-se com os seus próprios conflitos e dúvidas. De uma forma ou de outra, o tempo e as circunstâncias fizeram-nos crescer, caminhar, descobrir. E é bom ver a intensidade e a lucidez com que isso aconteceu. Fico sempre feliz por ver um homem livre - mormente quando ele próprio foi construindo, com denodo e ousadia, a sua liberdade.
Jorge Tinoco, Fevereiro de 2010


