Antunes da Silva

Antunes da Silva

Armando Antunes da Silva (1921-1997) nasceu e faleceu em Évora. Frequentou a Escola Comercial de Évora, abandonando os estudos aos treze anos para trabalhar num escritório. Em 1948, fixa-se em Lisboa onde, a por do trabalho na secção de publicidade e de relações públicas numa empresa industrial, se dedica à escrita. Colaborou em várias publicações, destacando-se a revista Vértice, os jornais O Comércio do Porto, o Diário Popular, o Diário de Notícias, o Diário de Lisboa e O Diabo. A sua obra pertence ao Neo-realismo.

Antunes da Silva publicou dois diários. O primeiro tem por título Jornal I – Diário e foi publicado em 1987, reportando-se a registos de 1984 e 1985. O segundo tem por título Jornal II – Diário e foi publicado em 1990, reportando-se a registos de 1986-1990. O autor, a viver na cidade de Évora, vai falando da velhice, tece opiniões sobre o que vai acontecendo na região, em Portugal e no mundo. Descreve a paisagem alentejana em diferentes momentos, fala de literatura, tece reflexões sobre o passado e sobre a sua vida presente. Relata viagens (uma delas aos Açores e outra a Macau). A cada passo, transcreve poemas. O estilo é simples e sem grandes pretensões.

Obras: Poesia – Esta Terra é Nossa – Cancioneiro Geral (1952), Canções do Vento – Cancioneiro Geral (1957), Breve Antologia Poética (1991). Prosa – Gaimirra (contos, 1946), Vila Adormecida (contos, 1948), Sam Jacinto (contos, 1950), O Aprendiz de Ladrão (contos, 1954), O Amigo das Tempestades (contos, 1958), Suão (romance, 1960), Terra do Nosso Pão (romance, 1966), Alentejo é Sangue (crónicas e narrativas, 1966), Uma Pinga de Chuva (crónicas e narrativas, 1972), Exilado (contos, 1973), Jornal I - Diário (1987), Jornal II - Diário (1990). Alguns dos seus contos foram traduzidos para checo, alemão e italiano.


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